

Por Alessandra S. Brites
No intuito de ampliar, aprofundar e consolidar as relações sino-brasileiras no campo cultural e educacional, o Instituto Confúcio da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em conjunto com o Centro Cultural RioMont, o patrocínio da CNOOC Brasil e o apoio do Consulado Geral da China no Rio, realizou um evento especial para celebrar o Dia Internacional da Língua Chinesa na capital carioca.
A data foi estabelecida em 2010 pelo Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas (ONU), que aprovou a decisão de celebrar o dia 20 de abril como o Dia da Língua Chinesa. Segundo a cônsul geral da China no Rio, Tian Min, a escolha deu-se a partir do sexto período solar Guyu, um dos 24 períodos solares presentes no calendário tradicional chinês, como forma de prestar homenagem a Cangjie, historiador do imperador Amarelo e inventor dos caracteres chineses. Já na cidade do Rio de Janeiro, o Dia do Idioma Mandarim foi instituído e incluído no calendário municipal pela Câmara de Vereadores através do projeto de lei Nº 749, em 2021.
Em especial, a programação estabelecida no evento destacou o idioma chinês como promotor do diálogo entre as civilizações e contou com mostra de vídeos, degustação de chá e comida chinesa, demonstração de medicina tradicional chinesa, aulas de mandarim, caligrafia, além de apresentação de trajes e de artes marciais chinesas; esta última, foi organizada pelo Instituto Wulindao. Na ocasião, participaram autoridades governamentais da China, da cidade e do estado do Rio, representantes da sociedade carioca e fluminense, da comunidade chinesa local, do mundo acadêmico e empresarial. Também foi celebrada a assinatura de dois acordos de cooperação linguística estabelecidos entre o Instituto Confúcio, a CNOOC Brasil e a Fundação Fundec de Duque de Caxias, respectivamente.
“Sendo resultado da sabedoria da civilização chinesa, a língua chinesa assumiu, desde sua criação, a tarefa de difusão da cultura chinesa. Ela além de ser parte da riqueza da nação chinesa, é também riqueza comum de toda a humanidade. No encontro entre o presidente Lula e o presidente Xi Jinping, China e Brasil emitiram uma declaração conjunta em que as partes sublinharam o papel ativo que a cooperação em áreas como cultura, turismo, educação e esporte tem na promoção do conhecimento mútuo entre ambas as sociedades e comprometeram-se em aumentar o intercâmbio cultural”, salientou a cônsul geral.
Como explicou a diretora chinesa do Instituto Confúcio da PUC-Rio, Sun Yanping, atualmente existem 11 Institutos Confúcio e uma Aula Confúcio no Brasil. Em cada Instituto há pelo menos 200 alunos brasileiros, sendo que nos estados grandes como São Paulo há mais estudantes. “Aprender bem o chinês é muito benéfico para o emprego futuro, pois a relação entre a China e o Brasil está cada vez melhor e há muitas oportunidades no campo dos negócios e do intercâmbio cultural. Em breve abriremos alguns cursos de arte como música e dança folclórica chinesa e medicina tradicional chinesa. Cada vez mais brasileiros estão dispostos a aprender o chinês e ir para a China. Esses alunos tornam-se um canal de promoção do país”, explicou a diretora chinesa do Instituto.
“Este é um evento fundamental, na medida que o idioma promove uma aproximação não apenas linguística, mas também cultural, econômica. A recente visita do presidente Lula à China tem uma simbologia importante para além das questões linguística e cultural. Acordos de cooperação visando o campo da educação foram firmados, já que este setor é uma preocupação para ambos os países. A China se interessa muito pelo conhecimento produzido aqui e o Brasil tem muito a ganhar com o conhecimento chinês, principalmente pensando em termos de universidades. Esta troca tem como importância maior o desenvolvimento da ciência e o desenvolvimento social”, enfatizou o diretor brasileiro do Instituto Confúcio da PUC-Rio Leonardo Bérenger.
Conforme o representante da China National Offshore Oil Corporation Brasil (CNOOC Brasil), Li Zhijun, os intercâmbios culturais são uma ponte importante para o desenvolvimento de ambos os países. A CNOOC Brasil firmou convênio de dois anos com o Instituto Confúcio da PUC-Rio para cursos de chinês e português destinado ao mercado de trabalho. “Cada funcionário da empresa aprende sobre a história, a cultura e o idioma da China e do Brasil, com o intuito de aprofundar o entendimento mútuo, a tolerância e a implementação das ideias defendidas pela empresa como ‘globalização do pensamento, localização da ação e cultura familiar’. A cultura de mente aberta e de inclusão é a base da nossa cooperação, o benefício mútuo e os resultados da cooperação ganha-ganha são os nossos objetivos para o desenvolvimento”, explicou.
Fundado em 2011 em uma parceria entre a PUC-Rio e a Universidade de Hebei, o Instituto Confúcio da PUC-Rio tem como missão primordial a divulgação da língua e da cultura chinesa no Rio de Janeiro. Ainda de acordo com o vice-reitor da PUC-Rio André Luís de Araújo, a atuação do Instituto Confúcio facilita os intercâmbios culturais entre as nações brasileira e chinesa, na promoção de eventos artísticos para a divulgação de expoentes chineses, estabelecimento de intercâmbios acadêmicos entre professores, pesquisadores e alunos e atendendo as demandas da comunidade empresarial para parceria e negócios entre China e Brasil.
“Tivemos o reconhecimento pelo Ministério da Educação da China como melhor Instituto Confúcio, em 2014, melhor diretora, em 2015, e melhor professora voluntária, em 2017. Assim, celebramos esta festa, marcando em nossos calendários a urgência da fraternidade entre nossos povos, como insistem nossas lideranças, e o selo de alegria que nos une”, concluiu o vice-reitor.
(251227) -- SHENZHEN, Dec. 27, 2025 (Xinhua) -- A robot distributes gifts to visitors during a robot skills competition in Shenzhen, south China's Guangdong Province, Dec. 27, 2025. The robot skills competition kicked off here on Friday and will last till Dec. 30, 2025. Over 100 teams participate in robot application matches ranging from industrial manufacturing, healthcare to emergency rescue scenarios. (Xinhua/Wang Feng)