
Beijing – A economia chinesa manteve uma dinâmica constante em agosto, impulsionada por um desenvolvimento de alta qualidade e orientado pela inovação, com o comércio exterior registrando um rápido crescimento, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira. A economia chinesa em transformação impulsiona também a reestruturação do comércio exterior, gerando novos motores para as relações com seus parceiros comerciais.
Em agosto, o valor agregado das empresas industriais de porte acima do designado (refere-se às empresas industriais cuja receita anual de principais negócios seja de pelo menos 20 milhões de yuans) cresceu 5,2% anualmente, um aumento de 0,7 ponto percentual em termos mensais, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE). O valor agregado na fabricação de equipamentos subiu 12,1%, e o da fabricação de alta tecnologia saltou 16,7%, 6,9 pontos percentuais e 11,5 pontos percentuais mais rápido que o setor industrial como um todo.
Em agosto, a produção de baterias de íon-lítio e de robôs industriais cresceu 57,2% e 34,6%, respectivamente, em termos anuais. A produção de equipamentos de impressão 3D aumentou 29,9% ano a ano.
No mesmo mês, o setor de serviços cresceu de forma constante, com o índice de produção de serviços registrando alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os serviços de transmissão de informações, software e tecnologia da informação cresceram 9,6%, os serviços de leasing e empresariais, 9%, e os de transporte, armazenamento e serviços postais, 4,8%.
As importações e exportações de mercadorias cresceram rapidamente e a estrutura comercial continuou a se otimizar. Em agosto, o comércio total de mercadorias atingiu 4,65 trilhões de yuans, uma alta anual de 19,8%, com as exportações subindo 18,6% para 2,73 trilhões de yuans, e as importações aumentando 21,7%, para 1,92 trilhão de yuans.
Nos primeiros oito meses, o comércio exterior total cresceu 17,6% para 34,78 trilhões de yuans, com as exportações de produtos mecânicos e elétricos registrando alta de 21,9%.
O porta-voz do DNE, Fu Linghui, disse que a economia em agosto apresentou um rápido crescimento nos setores emergentes.
Novos fatores de crescimento contribuíram com mais de 60% para o aumento da produção industrial de empresas de porte acima do designado em agosto, enquanto os setores de transmissão de informações, software e serviços de tecnologia da informação contribuíram com mais de 20% para o crescimento do índice de produção de serviços, segundo Fu.
Olhando para o futuro, Fu assinalou que, em meio a um ambiente internacional complexo e às pressões decorrentes da transformação interna, a China intensificará os ajustes anticíclicos, expandirá a demanda doméstica, otimizará a oferta, aprofundará a reforma e abertura e impulsionará o ímpeto e a vitalidade para promover um desenvolvimento econômico sustentável, impulsionado pela inovação, de alta qualidade e sólido.
O fortalecimento de novos motores de crescimento da China e a modernização de sua estrutura industrial estão impulsionando o desenvolvimento nas relações comerciais entre a China e seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil, que é o maior parceiro comercial da China na América Latina. A importância da complementaridade econômica entre os dois países vem se aprofundando cada vez mais.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, a China consolidou sua posição como principal parceiro comercial do Brasil em julho, com as exportações brasileiras para a China aumentando 23,2% em comparação ao mesmo período de 2025. Com valor total atingindo US$ 9,69 bilhões, foram impulsionadas por maiores embarques de petróleo bruto, minério de ferro, soja e carne. Ao mesmo tempo, as importações vindas do país asiático cresceram 18,1%, totalizando US$ 6,21 bilhões, refletindo o aumento da demanda brasileira por máquinas, equipamentos eletrônicos, veículos, insumos industriais e bens de consumo.
O desempenho confirmou o papel da China como principal destino das exportações brasileiras e maior fornecedor de importações, reforçando uma relação comercial que se aprofundou nos últimos anos e se tornou um dos principais motores do comércio exterior brasileiro. No primeiro semestre de 2026, o mercado chinês representou quase um terço de todas as exportações brasileiras, superando em muito qualquer outro parceiro comercial.
(230502) -- HONG KONG, May 2, 2023 (Xinhua) -- A container barge sails in the Victoria Harbor in Hong Kong, south China, April 30, 2023. Hong Kong's economy grew by 2.7 percent year on year in the first quarter of 2023, reversing a four-quarter-long contraction last year, according to official data announced Tuesday. (Xinhua/Chen Duo)