China toma medidas para aliviar desafios das empresas em meio à epidemia

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China toma medidas para aliviar desafios das empresas em meio à epidemia

Beijing, 13 mai  — A China tem tomado diversas medidas para aliviar o fardo que a COVID-19 colocou sobre as empresas.

Espera-se que os principais bancos estatais aumentem os empréstimos inclusivos para as micro e pequenas empresas no valor de 1,6 trilhão de yuans (US$ 237,1 bilhões) este ano para intensificar o apoio financeiro a elas, de acordo com uma reunião executiva do Conselho de Estado no início deste mês.

Na reunião, os bancos foram convocados a renovar empréstimos, prolongar e ajustar os acordos de reembolso e isentar juros de inadimplência para as micro, pequenas e médias empresas e famílias autônomas, conforme apropriado.

“Atualmente, as pequenas e micro empresas estão enfrentando desafios e precisam de um apoio mais forte do governo e das instituições financeiras”, comentou Liu Xingguo, pesquisador da Confederação Empresarial da China.

No primeiro trimestre de 2022, os empréstimos inclusivos pendentes para as pequenas e micro empresas subiram 22,6% ano a ano, enquanto o total de novos empréstimos emitidos foi de 8,6 trilhões de yuans, um aumento de 445,5 bilhões de yuans em relação a um ano atrás, mostraram estatísticas oficiais.

“Estamos usando todos os meios possíveis para ajudar as pequenas e médias empresas (PMEs) a superarem as dificuldades, aumentar sua confiança e estabilizar suas expectativas”, enfatizou na terça-feira Xu Xiaolan, vice-ministra da Indústria e Informatização em uma reunião para enfrentar as dificuldades das PMEs.

Até agora este ano, o governo central lançou 17 políticas de apoio as PMEs, enquanto os governos locais lançaram 52 políticas com o mesmo objetivo em mente, observou Xin Guobin, vice-ministro da Indústria e Informatização.

Em Shanghai, atingida pela COVID, as instituições financeiras concederam 33,5 bilhões de yuans em empréstimos para as empresas que fornecem bens diários e oferecem serviços logísticos desde março, informou Yu Wenjian, funcionário da filial do Banco Popular da China (banco central) na cidade.

As instituições também deram 72,3 bilhões de yuans em empréstimos para mais de 10 mil empresas nos setores de catering, varejo, turismo e transporte, que foram todos impactados pela epidemia.

Em Beijing, espera-se que sejam estendidos fundos de apoio de não menos que 150 bilhões de yuans para apoiar as entidades de mercado em 2022, de acordo com o Banco Popular da China.

Liang Tao, vice-presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, observou em uma entrevista no início deste mês que serviços financeiros mais atenciosos e acessíveis serão prestados em áreas duramente atingidas como a cidade de Shanghai e a Província de Jilin.

Muitas das políticas financeiras e fiscais da China já ajudaram as empresas a passarem por esses tempos difíceis.

A Fuxeon Fire-fighting Technology Co., Ltd., com sede em Quanzhou, um centro de empresas privadas na Província de Fujian (sudeste), experimentou um ressurgimento da COVID-19 em meados de março que interrompeu os serviços logísticos e aumentou o preço das matérias-primas.

“Estávamos enfrentando grande pressão para controlar o custo”, disse Huang Jiafu, gerente-geral da empresa.

Posteriormente, ele soube pelo departamento tributário local que a empresa poderia solicitar o adiamento de pagamento de impostos para o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano.

“Beneficiando-nos desta política, desfrutamos de mais de 700 mil yuans no valor tributário diferido, o que efetivamente aliviou nossas tensões financeiras”, disse Huang.

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