

Na última quarta-feira (16) A CPI da Covid ouviu o breve depoimento de Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro. Mesmo com a decisão de Nunes Marques, Witzel decidiu depor porém o mesmo se recusou a jurar dizer apenas a verdade por estar protegido pelo ministro do STF.
O ex-governador sofreu impeachment em abril deste ano por desvio de recursos da saúde que era voltado para a pandemia, o mesmo está proibido de exercer cargos públicos durante cinco anos. Witzel rompeu com o grupo político do Planalto durante seu mandato e segundo ele se tornou um dos adversários da família Bolsonaro.
Uma das estratégias do Planalto é responsabilizar os estados e municípios em relação à situação atual da pandemia. O mesmo defendeu a atuação de governadores, e acabou acusando assim o governo federal pelo retardamento da liberação do auxílio.
Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro participou da sessão e praticou diversas interrupções nas falas de Witzel e dos senadores, mesmo participando de poucas sessões ele sempre permaneceu atacando oposições ao governo atual.
O depoimento durou em média três horas e logo em seguida Witzel pediu o encerramento da sessão. Omar, presidente da CPI, atendeu ao pedido do ex-governador por causa da decisão do STF que dava direito do mesmo permanecer em silêncio.
Witzel teve o compromisso de dar um depoimento sigiloso aos senadores da CPI, segundo ele, teria revelações que não poderiam ser feitas em público. Portanto, a CPI irá marcar para sexta (18) o depoimento sigiloso de Witzel.
Na mesma quarta-feira, o ex-governador voltou a ser réu pela Justiça Federal do Rio, já é a segunda vez que o mesmo está em processo por organização criminosa para receber propina de empresários da área da saúde.