Pesquisadores chineses constroem nova estação meteorológica nas montanhas Kunlun

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Pesquisadores chineses constroem nova estação meteorológica nas montanhas Kunlun

Foto aérea tirada em 31 de maio de 2019 mostra um carro de corrida correndo na pista no sopé norte das montanhas Kunlun, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China. (Xinhua/Hu Huhu)

Urumqi, 19 ago – Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências (CAS, sigla em inglês) e as autoridades meteorológicas da China construíram uma nova estação meteorológica a uma altitude de 5.200 metros na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China.

   A estação, que é a estação meteorológica de maior altitude na seção intermediária das montanhas Kunlun, pode realizar transmissão automática de dados com base nos satélites BeiDou. Espera-se que seu lançamento bem-sucedido preencha a lacuna nos dados de observação meteorológica na área, de acordo com o Instituto de Física Atmosférica da CAS.

   Os pesquisadores estabeleceram a estação durante sua recente expedição científica às montanhas Kunlun, com o objetivo de estudar as mudanças climáticas e a sinergia dos ventos de oeste e sistemas de monções. Cerca de 40 especialistas e acadêmicos participaram da expedição científica.

   Apesar das condições ambientais extremas, os pesquisadores instalaram equipamentos de detecção de clima desenvolvidos pela China na nova estação. Espera-se que a estação meteorológica forneça dados meteorológicos valiosos para o estudo de fenômenos climáticos de grandes altitudes, mudanças climáticas e características únicas de precipitação das montanhas Kunlun, com a ajuda dos sistemas para observação de radiação ultravioleta e baixa temperatura.

   Nos últimos anos, o Planalto Qinghai-Tibet está ficando significativamente mais quente e úmido, enquanto a frequência de climas extremos no sul de Xinjiang também cresceu acentuadamente. É urgente traçar a evolução energética do vapor d’água relacionada às mudanças e revelar os possíveis mecanismos por trás dessas mudanças e seus possíveis impactos, segundo os pesquisadores.

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