
A obra da artista Beatriz Milhazes volta a ganhar espaço no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Foi aberto ontem (25), exposição dedicada à artista. A mostra ganha espaço esta semana, apresentando 17 pinturas de pequeno formato produzidas por Beatriz Milhazes no período de 1989 a 2020.

Conhecida, entre outras coisas, por sua pintura baseada na colagem, multicolorida e cheia de camadas, a artista é uma grande representante da arte contemporânea brasileira. Milhazes desenvolveu a técnica que denominou monotransfer, em que ela pinta sobre uma folha de plástico transparente e depois decalca ou transfere o elemento pintado e seco para a tela.
Nessa mostra atual, vão ser apresentadas as obras desenvolvidas em telas diminutas, que foram agora instaladas numa única parede. Essa concentração das telas, segundo o Masp, foi deliberada e acentuada pelo vazio de outras superfícies, todas pintadas em azul. “O gabinete é uma possibilidade azul de conviver, observar, analisar, sentir e refletir sobre as pinturas de pequeno formato. Um passeio poético e carinhoso por minha história, por meio de publicações cronológicas dos anos 1980 a 2020″, disse a artista sobre a nova exposição.
Também será mantida, da exposição anterior, a vitrine com mais de 80 documentos relacionados aos 30 anos de carreira da artista, entre eles convites, folders, catálogos e livros.
A mostra recebeu o nome de Gabinete Beatriz Milhazes e fica em cartaz até o dia 1o de agosto. A curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico do Masp, e de Amanda Carneiro, curadora assistente do museu.
O Masp tem entrada gratuita todas as terças-feiras e, durante todo o mês de julho, também terá entrada gratuita às quartas-feiras. O agendamento para a exposição deve ser feito por meio do site masp.org.br/ingressos.