IA e outras tecnologias terão papel mais importante na proteção do patrimônio cultural da China

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IA e outras tecnologias terão papel mais importante na proteção do patrimônio cultural da China

Foto de arquivo mostra uma tumba antiga na Província de Jiangxi, leste da China, identificada como pertencente à realeza do Estado de Yue no Período dos Reinos Combatentes (475 a.C.-221 a.C.). (Instituto Provincial de Relíquias Culturais e Arqueologia de Jiangxi/distribuição via Xinhua)

Beijing – A China ampliará o uso da inteligência artificial (IA), do sensoriamento remoto por satélite, de drones, da modelagem 3D e da realidade virtual como parte de um novo plano quinquenal voltado para a proteção e preservação do patrimônio cultural.

O plano de proteção e preservação do patrimônio cultural para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), divulgado pelo Gabinete Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e pelo Gabinete Geral do Conselho de Estado, propõe a modernização dos equipamentos para a conservação de relíquias culturais e o fortalecimento do apoio técnico para a proteção de edifícios históricos, grutas, murais antigos, arte rupestre, sítios arqueológicos, livros antigos e materiais de arquivo.

Com mais de 760 mil relíquias culturais imóveis e cerca de 108 milhões de peças (ou conjuntos) de relíquias culturais móveis de propriedade do Estado, a China está utilizando tecnologia para auxiliar no levantamento, monitoramento e proteção de seus vastos recursos de patrimônio cultural.

O uso crescente da IA e de outras tecnologias digitais também está mudando a forma como o patrimônio cultural é protegido, com especialistas observando uma mudança do simples registro e monitoramento de locais para a detecção precoce de riscos.

O plano também estabelece 33 tarefas principais para a proteção e a preservação do patrimônio cultural no período de 2026 a 2030, inserindo a inovação tecnológica em um quadro sistemático que também abrange trabalhos arqueológicos, patrimônio cultural imaterial, museus e cooperação internacional.

O objetivo é dar maior destaque aos trabalhos arqueológicos no processo de desenvolvimento, especialmente nos casos em que as obras de construção possam afetar o patrimônio cultural subterrâneo. O plano exige a realização de levantamentos arqueológicos antes de grandes projetos de desenvolvimento e preconiza a proteção integrada das relíquias culturais e de seus contextos históricos.

A China conta atualmente com 45 elementos inscritos nas listas e no registro do patrimônio cultural imaterial da UNESCO, incluindo o artesanato em seda, a acupuntura e as técnicas de processamento do chá. Mais de 100 mil itens são reconhecidos nas listas de patrimônio cultural imaterial em nível nacional, provincial, sub-regional e distrital.

Portanto, o plano dá ênfase especial à sua preservação. Exige uma proteção mais forte e a transmissão de festivais tradicionais, artesanato, ópera, artes folclóricas, música, dança e esportes tradicionais, ao mesmo tempo que incentiva formas contemporâneas de expressão e novos ambientes para vivenciar a cultura tradicional.

O plano prevê ainda uma cooperação internacional mais profunda em matéria de patrimônio cultural, incluindo cooperação bilateral, projetos arqueológicos conjuntos e exposições internacionais sobre a civilização chinesa.

Além disso, o plano incentiva esforços para localizar e facilitar o retorno de relíquias culturais chinesas perdidas no exterior, enquanto fortalece a cooperação com a UNESCO e outras organizações internacionais e mecanismos multilaterais.

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