
Beijing – A Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2026 (CIFTIS, em inglês) foi inaugurada nesta quarta-feira em Beijing, enquanto a China intensifica os esforços para expandir a abertura no comércio de serviços no início do período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).
Ocorrendo até 13 de setembro no Parque Shougang, um antigo complexo industrial e local dos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022, a feira atraiu participantes de 90 países, regiões e organizações internacionais, com mais de 1.800 empresas expondo no local. Entre elas estão 473 empresas da Fortune Global 500 e outras líderes da indústria, incluindo Honeywell, Johnson & Johnson e Siemens.
Com o tema “Serviços Globais, Prosperidade Compartilhada”, a CIFTIS deste ano apresenta uma Cúpula Global sobre Comércio de Serviços, coorganizada pela primeira vez pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. Uma série de fóruns e atividades de matchmaking empresarial também será realizada durante a feira.
Espera-se que a CIFTIS gere muitas oportunidades de investimento nas áreas de conferências, exposições, infraestrutura e serviços digitais, disse o vice-presidente do Zimbábue, Constantino Chiwenga, durante a cúpula, acrescentando que o evento ajudará o Zimbábue a identificar oportunidades para o comércio de serviços, construir capacidade de exportação e atrair parceiros confiáveis nos setores de tecnologia, finanças, turismo, educação e saúde.
Alexander Poulev, vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Investimento e Indústria da Bulgária, observou na cúpula que o comércio de serviços é um pilar importante das relações entre a China e a Bulgária. “Queremos ver mais produtos búlgaros chegando ao mercado chinês e mais empresas búlgaras estabelecendo parcerias de longo prazo com empresas chinesas”, disse ele.
Mais de 100 novos produtos e serviços serão apresentados pela primeira vez na feira, abrangendo áreas como informação e comunicações, fintechs e saúde digital e inteligente.
Outro destaque é uma nova área dedicada a roadshows de serviços para expansão internacional, que oferece às empresas chinesas suporte profissional completo para entrar em mercados estrangeiros e ampliar a presença global dos serviços chineses.
A área principal da exposição também apresenta pela primeira vez uma mostra com mais de 140 casos de inovação que abrangem todas as 12 categorias do comércio de serviços, incluindo inteligência artificial, grandes modelos de linguagem e agentes inteligentes, oferecendo um vislumbre de para onde o setor de serviços da China está se dirigindo.
A China tem registrado um rápido crescimento no comércio de serviços, com fortes exportações de serviços intensivos em conhecimento, apoiadas pelo ecossistema de propriedade intelectual e inovação do país, destacou o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Daren Tang, em seu discurso por vídeo na cúpula.
Segundo dados oficiais mais recentes, nos primeiros sete meses de 2026, o comércio de serviços da China totalizou quase 4,45 trilhões de yuans (US$ 656,6 bilhões), um aumento anual de 8,3%.
Promover o desenvolvimento de alta qualidade do comércio de serviços é uma tarefa fundamental no esboço do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) da China, que exige esforços intensificados para otimizar a gestão da lista negativa do comércio de serviços, flexibilizar as restrições transfronteiriças, incentivar as exportações de serviços e fomentar o comércio de serviços intensivos em conhecimento.