

Na manhã desta segunda-feira (29), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo, após conflitos com o Congresso.
Após o ataque a senadora Kátia Abreu, no último domingo (28), mais de 300 diplomatas encaminharam uma carta pedindo a sua saída do cargo. Tudo teve início quando o ministro acusou a senadora de fazer lobby para os chineses com relação ao leilão de 5G. Abreu defendeu que não exista uma discriminação à China e foi apoiada pelo Congresso. Nas redes sociais, a senadora diz que chanceler age de “forma marginal”.
“Já vai tarde” “Pior ministro”
Além da oposição, antigos aliados de Bolsonaro também comemoraram a saída de Araújo. Frases como estas acima não é dita de agora. Na quarta-feira passada (24), o chanceler participou de uma sessão no Senado para falar de seu trabalho para comprar mais vacinas contra a Covid-19 e ouviu de pelo menos sete parlamentares que ele deveria pedir para sair.
Desde o inicio da sua gestão, o ministro é encontrado em polêmicas referentes às importantes parceiros comerciais do Brasil, como a China. O chanceler chegou a ser apontado, por exemplo, como uma das razões para a dificuldade do país importar os insumos necessários para a produção das vacinas contra o coronavírus.
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional (para deputados) destinada à deliberação dos Vetos nºs 4, 14, 18, 19, 20, 22 a 52 de 2021 e dos Projetos de Lei do Congresso Nacional n°s 12, 13 e 15 de 2021. Em discurso, à tribuna, deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Mesa: vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marcelo Ramos (PL-AM); secretário-geral da Mesa do Senado, Gustavo A. Sabóia Vieira. Foto: Pedro França/Agência Senado