

Manila – O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira que é necessário que a China e o Brasil mantenham a comunicação estratégica, fortaleçam a coordenação estratégica e aprofundem a cooperação estratégica.
Durante uma reunião com seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, Wang disse que, sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado, a China e o Brasil têm obtido progressos positivos na construção conjunta de uma comunidade com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável.
Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, assinalou que a parceria estratégica entre os dois países sempre esteve na vanguarda internacional, observando que o Brasil é uma economia emergente com influência global e uma força representativa do Sul Global.
A China está feliz por ver o Brasil desempenhar um papel mais importante nos assuntos internacionais e aprecia os esforços do Brasil para defender a justiça e os direitos dos países em desenvolvimento, destacou ele, acrescentando que a China continuará a apoiar o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, e confia que o Brasil respeitará e apoiará, como sempre, a China na defesa de seus interesses fundamentais.
Segundo Wang, a China está pronta para trabalhar com o Brasil para implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, fortalecer a cooperação em áreas como aeroespaço, conectividade e inteligência artificial, e dar um maior impulso ao desenvolvimento de cada um.
Ele destacou que a China acolhe a participação do Brasil na Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, de modo a salvaguardar os interesses comuns e aprofundar a cooperação mutuamente benéfica na nova rodada de revolução tecnológica.
Vieira ressaltou que os líderes de ambos os países têm mantido uma comunicação estreita, estabelecido uma confiança mútua de alto nível e conduzido juntos as relações bilaterais a um alto patamar. Os dois lados têm mantido intercâmbios frequentes em todos os níveis e o volume do comércio bilateral atingiu um novo recorde no ano passado.
O Brasil espera trabalhar com a China para aprofundar ainda mais a cooperação em finanças, comércio e outras áreas, além de intensificar a coordenação em plataformas multilaterais, como as Nações Unidas e o BRICS, apontou Vieira.
De acordo com ele, o Brasil está muito contente em aderir à Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, iniciada pela China, e espera aproveitar essa oportunidade para avançar na cooperação em inovação científica e tecnológica.