

Nova York – Movimentos intensos da dança do leão, marcados pelo ritmo dos tambores, e ritmos de hip-hop convergiram na Semana de Artes Chinesas, realizada no Lincoln Center de Nova York, exibindo a vitalidade cultural e a diversidade da China contemporânea.
A apresentação de dança de rua se destacou nas celebrações do festival na noite de quinta-feira, incorporando elementos de kung fu. A performance veio após a dança do leão e a vibrante dança folclórica Yingge, compondo uma sequência que retrata a cultura tradicional chinesa.
Realizada de 22 a 26 de julho, a Semana de Artes Chinesas também incluiu apresentações de música contemporânea e exibições de filmes, oferecendo aos nova-iorquinos um vislumbre do patrimônio cultural da China e de sua cena criativa em constante evolução.
Paralelamente, as apresentações encantadoras ampliaram a energia e a diversão no festival “Verão para a Cidade” de 2026, promovido pelo Lincoln Center e que segue até o início de agosto.
“A apresentação de Yingge foi marcante, e a dança de rua chinesa foi igualmente empolgante”, disse Andrew Cap, que estava no público.
Chamada por alguns de “dança dos guerreiros chineses”, a dança folclórica Yingge, originária do sul da China, é conhecida por combinar artes marciais, maquiagem facial dramática e uma coreografia energética que envolve o choque de bastões.
A fusão de elementos tradicionais e contemporâneos é impressionante, disse Cap.
Criador de conteúdo conhecido por compartilhar histórias sobre a cultura chinesa, Cap disse que sua primeira visita à China, aos 19 anos, foi uma experiência transformadora.
O intercâmbio entre as populações dos Estados Unidos e da China, particularmente entre as gerações mais jovens, é significativo e necessário, declarou ele.
Para Deepa Liegel, da Fundação de Dança José Limón, suas viagens à China a ajudaram a descobrir conexões culturais que transcendem fronteiras geográficas.
“As duas culturas estão separadas por oceanos, mas ainda assim compartilham pontos em comum”, disse ela. “Dançarinos chineses aprenderam, certa vez, um estilo de dança originado nos Estados Unidos. Hoje, estamos trazendo uma interpretação chinesa dessa dança ao Lincoln Center”, disse à Xinhua Xia Rui, líder da trupe chinesa de dança de rua.
“Nossa dança de rua inspirada no kung fu funde o breakdance com elementos das artes marciais e da ópera chinesas, criando uma expressão contemporânea da cultura e da juventude da China”, disse Xia, acrescentando: “Nossa linguagem de movimento é global, enquanto a alma é chinesa”.
A Semana de Artes Chinesas foi coorganizada pela Associação Internacional de Cultura da China.
Ma Xiaoxiao, vice-cônsul-geral da China em Nova York, disse que a ampla variedade de apresentações e estilos reflete uma combinação da rica herança da civilização chinesa com a vitalidade e a inovação da China contemporânea.
“Juntas, essas apresentações oferecem diferentes perspectivas sobre a China, suas tradições, sua energia moderna e a criatividade de seu povo”, disse ele. “Por meio da música, da dança e de experiências compartilhadas, esperamos que os amigos americanos conheçam uma China autêntica, diversa e cheia de vida”.
No palco do Lincoln Center, as palavras de Ma foram acompanhadas por apresentações do Hanggai, um grupo de folk-rock formado por oito músicos da Região Autônoma da Mongólia Interior na China, e do Taiga, uma dupla chinesa de música eletrônica conhecida por integrar a herança étnica nômade à sua música.

Artista apresenta a dança folclórica Yingge na Semana de Artes Chinesas no Lincoln Center, em Nova York, nos Estados Unidos, em 23 de julho de 2026. (Xinhua/Zhang Fengguo)