Comentário: batalha de Waterloo de Infantino e declínio da hegemonia ocidental

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Comentário: batalha de Waterloo de Infantino e declínio da hegemonia ocidental

Por CGTN

A Copa mais bem-sucedida e mais controversa na história centenária da FIFA está chegando ao final. Novos recordes em número de equipes, partidas, espectadores e na receita comercial – o 9º presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem vários argumentos a favor de sua série de “sucessos históricos” conquistada nos Estados Unidos, México e Canadá. Entretanto, há um fato incontestável: todos sentiram uma atmosfera de crise nesse megaevento. A Copa de 2026 pode acabar se tornando a batalha de Waterloo de Infantino.

Como é bem sabido, Infantino desrespeitou as regras do campo só para bajular o presidente estadunidense, Donald Trump, o que causou muitas críticas da opinião pública internacional e teve como efeito direto transformar a FIFA e seu chefe em “circo e palhaço”.

Na verdade, essa crise de reputação começou já antes da inauguração da Copa, quando a FIFA falhou nas negociações de retransmissão com o Grupo de Mídia da China (CMG). Do preço fixo sem qualquer margem para negociação há três anos para uma corrida de última hora em que aceitou tudo o que o CMG ofereceu, o aumento drástico do poder de discurso do veículo de comunicação chinês deu à FIFA e a Infantino uma lição dolorosa.

Subestimar e desprezar o oponente é também uma lição para o Ocidente. Quando carros de novas energias da China dominam o mercado global, alguns ocidentais dizem: “sem eletropostos, são apenas um monte de sucata”; e quando robôs humanoides praticam kungfu no palco, outros ocidentais alegam: “são imagens falsas produzidas por inteligência artificial”.

De uma certa perspectiva, o erro de julgamento da FIFA referente à propriedade intelectual da Copa do Mundo de 2026 é uma miniatura do erro de julgamento do mundo ocidental em relação à China na nova era. Afinal de contas, o declínio da hegemonia ocidental já teve seu início há um longo tempo.

De fato, se o Ocidente retornar à racionalidade e tratar de forma objetiva a ascensão da China, haverá vasto espaço para cooperações de relação ganha-ganha. Ser otimista sobre o futuro da China é ter esperança no próprio futuro.

 

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