China comemora aniversário da recuperação de Taiwan com eventos através do Estreito de Taiwan

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China comemora aniversário da recuperação de Taiwan com eventos através do Estreito de Taiwan

Beijing/Taipei – A China comemorou no domingo o 81º aniversário da recuperação de Taiwan e celebrou o Dia da Recuperação de Taiwan, com eventos comemorativos realizados através do Estreito de Taiwan para homenagear a história compartilhada de resistência contra a agressão japonesa e reafirmar os apelos à reunificação nacional.

Um simpósio em Fuzhou, capital da Província de Fujian, no leste da China, reuniu cerca de 200 participantes, incluindo descendentes de combatentes da resistência antijaponesa de Taiwan e de mártires revolucionários, jovens de ambos os lados do Estreito, representantes de Hong Kong, Macau e comunidades no exterior, além de especialistas e acadêmicos.

Song Tao, chefe do Departamento de Trabalho de Taiwan do Comitê Central do Partido Comunista da China e do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, disse no simpósio que o estabelecimento do Dia da Recuperação de Taiwan ressaltou a firme determinação da China em salvaguardar sua soberania e integridade territorial e ajudou a consolidar o consenso internacional sobre a defesa do princípio de Uma Só China.

Song exortou as pessoas de ambos os lados do Estreito a levar adiante o espírito de resistência do povo chinês contra a agressão japonesa e a se oporem resolutamente ao separatismo da “independência de Taiwan” e à interferência externa. Ele prometeu apoio firme aos patriotas em Taiwan que defendem a reunificação e reafirmou o compromisso da parte continental chinesa em promover a reunificação nacional.

Hung Hsiu-chu, ex-presidente do partido Kuomintang Chinês e presidente da Fundação Chinesa de Gansos Cianos para Educação de Paz, com sede em Taiwan, indicou que as pessoas de ambos os lados do Estreito devem dar continuidade ao espírito daqueles que defenderam o território do país e trabalhar em prol da reunificação pacífica.

Após a guerra contra a China em 1894, o Japão ocupou Taiwan e as Ilhas Penghu em 1895, submetendo Taiwan a cinco décadas de domínio colonial. A recuperação de Taiwan em 1945 marcou uma vitória conquistada com muito esforço na resistência do povo chinês contra a agressão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial e um momento decisivo nos esforços da nação para salvaguardar sua soberania e integridade territorial.

Em outubro de 2025, o órgão legislativo nacional da China designou o dia 25 de outubro como o Dia da Recuperação de Taiwan.

Em Beijing, o Comitê Central da Liga de Autonomia Democrática de Taiwan realizou, no sábado, um evento comemorativo em uma praça memorial nos subúrbios a oeste da cidade. Os participantes fizeram um momento de silêncio, cantaram canções e depositaram flores diante de um monumento de 14 metros de comprimento e 4 metros de altura, prestando homenagem àqueles que sacrificaram suas vidas pela reunificação nacional.

Xu Yunchu, neta da mártir revolucionária Zhu Feng, manifestou que a história da recuperação de Taiwan demonstrou que Taiwan é parte inalienável da China.

“Nosso território deve permanecer individido, e nossa nação deve permanecer unida. Os chineses de ambos os lados do Estreito devem trabalhar juntos para salvaguardar o lar comum da nação chinesa”, disse ela.

Chen Wen-cheng, um jovem participante de Taiwan, disse que o estabelecimento do Dia da Recuperação de Taiwan foi significativo para fortalecer a consciência histórica entre o povo de Taiwan e aprofundar os laços emocionais através do Estreito. Ele exortou as gerações mais jovens a preservarem sua memória histórica compartilhada e a darem continuidade às aspirações de seus predecessores.

Outras atividades comemorativas incluíram o lançamento, em Beijing, de um vídeo musical sobre a recuperação de Taiwan; uma exposição em Shanghai com materiais históricos sobre a resistência do povo de Taiwan contra a agressão japonesa; e um seminário em Jinhua, na Província de Zhejiang, sobre a história e o legado do Corpo de Voluntários de Taiwan, uma força formada por residentes patriotas de Taiwan para resistir à agressão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

A China Post também emitiu, no domingo, um selo comemorativo em homenagem ao Dia da Recuperação de Taiwan. Apresentando a Grande Muralha, Alishan e o lago Sol-Lua, o selo despertou grande interesse entre colecionadores em agências postais e plataformas online em toda a parte continental da China.

Em Taiwan, representantes de mais de 20 grupos se reuniram no domingo no Salão Zhongshan de Taipei, em Taipei, local onde foi realizada em 1945 a cerimônia de aceitação da rendição do Japão na Província de Taiwan, no teatro de guerra da China das potências aliadas, marcando o fim de cinco décadas de domínio colonial japonês.

Os participantes cantaram uma canção em comemoração à recuperação de Taiwan e prestaram homenagem àqueles que lutaram contra a agressão japonesa diante de um monumento de pedra na praça em frente ao salão.

O evento comemorativo ocorreu em um momento em que as autoridades do Partido Progressista Democrata de Taiwan, de mentalidade separatista, têm evitado ostensivamente mencionar a vitória da China na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e a recuperação de Taiwan pela China, além de repetidamente minimizar ou glorificar o domínio colonial do Japão sobre a ilha.

Hsiung Yi, vice-secretário-geral do Partido da Aliança de Reunificação em Taiwan, disse que a recuperação de Taiwan é uma memória histórica compartilhada por todo o povo chinês.

“A história não deve ser esquecida. Nunca devemos apagar os crimes cometidos pelos agressores. Espero que mais pessoas em Taiwan se lembrem deste dia e do profundo significado que ele carrega”, manifestou Hsiung.

Uma moradora de Taipei, de sobrenome Yu, cuja família é originária da Província de Shandong, no leste da China, disse que seu pai costumava lembrar à família que “somos chineses”. Ela participou da cerimônia porque estava preocupada com a cobertura insuficiente da mídia sobre o aniversário e queria apoiar os esforços para preservar a verdade histórica.

Chi Hsing, que trabalha para a revista The Observer, sediada em Taiwan, ressaltou que as comemorações conjuntas através do Estreito destacaram que ambos os lados do Estreito fazem parte de uma comunidade inseparável com um futuro compartilhado.

A cerimônia foi encerrada com a leitura, por parte dos representantes, de uma declaração conjunta que apelava à memória da história, à oposição ao militarismo japonês, à preservação da paz e à revitalização da nação chinesa.

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