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Caras novas pedem passagem

Foto: Divulgação

Por Renata Abreu 
Presidente nacional do Podemos e deputada federal por São Paulo

 

Faltam pouco mais de 4 meses para as eleições deste ano. E até agora as pré-candidaturas anunciadas são de velhos conhecidos do poder, que têm a máquina a seu favor ou que se mantêm fortes em suas respectivas legendas e na memória de um passado distante, quando tinham mandato. Cadê as novas lideranças políticas?

Lembro bem que nos protestos de 2013, 2014 e 2015, quando milhões de cidadãos saíram às ruas contra a corrupção, mau uso do dinheiro público e pelo impeachment de Dilma Rousseff, muitos dos manifestantes que se diziam antipolíticos concluíram que, para reconduzir o Brasil ao posto de uma grande Nação em desenvolvimento, precisariam trocar o grito das ruas pela participação mais direta na política.
Mas a maioria dos partidos não abre as portas. A forma como estão estruturados tende a beneficiar quem já faz política, elegendo sempre os mesmos e dificultando a entrada dos novos. É preciso abrir caminho para eles, é importante para o processo de renovação política e para a nossa democracia. E o caminho são os partidos, que nem deveria ter portas.
É possível romper essa prática que só fortalece velhas lideranças. O Podemos, desde sua fundação, em 2017, tem as portas sempre abertas para quem deseja entrar para a política. Além de dar voz e espaço para as novas lideranças, fornece uma preparação adequada para que ocupem com conhecimento cargos no Executivo e no Legislativo. A formação objetiva aproximá-las da população para que, juntos, trabalhem com agendas positivas à sociedade.
E já estamos colhendo os resultados dessa nossa ‘ousadia’. Na última eleição municipal, o Podemos teve seis caras novas eleitas em segundo turno. Também reelegemos o prefeito Igor Soares (Itapevi-SP) com a maior votação do Brasil (98% dos votos válidos). E reelegemos em primeiro turno Rogério Lins prefeito de Osasco, município que tem o segundo maior PIB do Estado de São Paulo (só perde para a Capital).
E o que isso mostra? Que o eleitorado busca caras novas na política que sejam ouvintes, comunicadoras e parceiras de causas e demandas.
Os partidos precisam dar oportunidades às novas lideranças, mesmo que não tenham um capital muito grande num primeiro momento. Os novos líderes políticos deveriam ser a aposta da eleição deste ano. Abrindo as portas para novas lideranças, os partidos se renovam e voltam a exercer sua principal função: ser o elo entre o cidadão e o poder.

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