Bolsonaro admite corrupção em seu governo mas assegura que são casos “isolados”

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Bolsonaro admite corrupção em seu governo mas assegura que são casos “isolados”

Valter Campanato/Agência Brasil

Rio de Janeiro – O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, admitiu nesta quarta-feira que existem casos de corrupção em seu governo, mas assegurou que são “isolados” e que a corrupção em sua gestão não é “endêmica”.

Em um evento organizado pela Confederação Nacional da Industria (CNI) em Brasília, Bolsonaro jurou que seu governo combate a corrupção.

“O estudo avançado do ingresso do Brasil na OCDE é sinal que o Brasil é bem-visto globalmente. Nós atacamos a facilitação de negócios, bem como, o combate à corrupção. Isso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo”, afirmou Bolsonaro.

Nos últimos dias, a imprensa brasileira expôs um caso de corrupção protagonizado pelo ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que teria favorecido pastores evangélicos próximos a ele quando era titular da pasta. Bolsonaro não fez uma referência explícita ao caso.

“Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução para isso. Mas, além da escolha dos ministros, além de conversar com eles qual é a real função dele, em cada ministério nós temos aí uma célula composta de servidores da Polícia Federal, da Controladoria Geral e até mesmo do Tribunal de Contas para analisar aquilo que é de mais caro para nós”, disse Bolsonaro.

“De modo que a gente ataca a possível corrupção na origem. Não interessa descobrir o corrupto, nós queremos é evitar que apareça a figura do corrupto”, acrescentou o presidente.

Ante um público formado por empresários, Bolsonaro anunciou que, se for reeleito em outubro, pretende recriar o Ministério da Indústria e Comércio, cujo ministro será escolhido pelos empresários.

“Serão vocês que escolherão o ministro, com seu perfil, precisamente para ter liberdade para trabalhar”, explicou.

Durante a campanha eleitoral de 2018, o então candidato Bolsonaro prometeu que seu governo teria 15 ministérios, mas finalmente ampliou para 22 e, agora, tem 23.

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