15º Plano Quinquenal da China: Por que o mundo deve olhar com expectativa para os próximos cinco anos?

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15º Plano Quinquenal da China: Por que o mundo deve olhar com expectativa para os próximos cinco anos?

Beijing – Durante os próximos cinco anos, de onde virão as principais forças motrizes da economia mundial? Talvez não exista uma única resposta. A China, por sua vez, apresenta uma contribuição no seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030) para o desenvolvimento econômico e social nacional.

De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas, o PIB da China cresceu 5% em 2025, contribuindo com cerca de 30% para a expansão econômica global.

No primeiro trimestre de 2026, a economia nacional registrou um crescimento à mesma proporção (5%), uma alta de 0,5 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, e chegou a 33,4 trilhões de yuans (US$ 4,87 trilhões).

Esses números reforçaram o papel da China como uma âncora estável para uma economia mundial cada vez mais volátil, enquanto a comunidade internacional percebe o país asiático de forma diferente.

No período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) da China, o país alcançou uma série de avanços originais e marcantes em áreas como veículos de nova energia, modelos de grande escala de IA, tecnologia quântica e biotecnologia.

Isso impulsionou fortemente o desenvolvimento de alta qualidade na China. Segundo o Relatório do Índice Nacional de Inovação 2025, a China subiu para o 9º lugar no ranking global de inovação e se tornou o país que mais avançou nesse campo na última década.

Neste ano, a China aprovou o 15º Plano Quinquenal, com foco no desenvolvimento de alta qualidade que prioriza a inovação e sustentabilidade e que valoriza a demanda interna como impulsionador econômico mais proeminente.

A autossuficiência e a força em ciência e tecnologia são um pilar central do plano. Com investimentos massivos em inteligência artificial (IA), computação quântica, economia inteligente e manufatura avançada, o país cria novas demandas por talentos, tecnologias e parcerias internacionais.

As empresas internacionais não estão buscando apenas construir bases de fabricação na China, elas também buscam aproveitar sua riqueza de desenvolvimento e estar próximas de um mercado dinâmico, afirmou Gim Huay Neo, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial (FEM).

Com o novo Plano Quinquenal, o país também promete liberalizar ainda mais o comércio e o investimento, modernizar as zonas piloto de livre comércio e otimizar o ambiente de negócios para investidores estrangeiros, incluindo uma proteção mais forte da propriedade intelectual e políticas de concorrência mais justas.

Há muitas oportunidades nesse plano, tanto no mercado interno quanto na modernização industrial, no crescimento catalítico de novos negócios e modelos de negócio, além da expansão da cooperação e dos investimentos chineses no exterior, observou Neo.

As políticas nacionais continuam apoiando a China na expansão de uma abertura de alto padrão, e destacam oportunidades de cooperação para o Sul Global.

Até o momento, a isenção unilateral de visto pela parte chinesa já é aplicada para 50 países, com o trânsito de 240 horas sem visto para 55 países, medida que fornece maior conveniência para visitas de negócios, pesquisas de investimento e atividades de intercâmbio cultural entre a China e outros países.

Além disso, o país tem ultimamente ampliado o tratamento de tarifa zero para abranger todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

Por outro lado, as iniciativas como o Cinturão e Rota e as quatro grandes iniciativas globais apresentadas pela China reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento global inclusivo e são aplaudidas pela comunidade internacional em geral.

Durante a Conferência Anual 2026 do Fórum Boao para a Ásia (BFA, em inglês), Kishore Mahbubani, um renomado estudioso da Universidade Nacional de Cingapura, destacou positivamente as iniciativas propostas pela China, incluindo a Iniciativa de Governança Global. As mesmas são “um sinal muito positivo” de que a China quer trabalhar com o resto do mundo para melhorar o sistema atual, disse ele, acrescentando que isso beneficiará o mundo.

Atualmente, o mundo enfrenta crescentes desafios – desde o aumento do protecionismo e da desigualdade até a interrupção de cadeias de abastecimento e as tensões sob o multilateralismo. Com o novo Plano Quinquenal, a China estende um convite àqueles dispostos a colaborar por um futuro mais seguro, sustentável e promissor.

Visitante joga xadrez chinês com um robô equipado com IA na zona de experiência no local da 9ª Cúpula da China Digital, em Fuzhou, Província de Fujian, no sudeste da China, em 30 de abril de 2026. (Xinhua/Lin Shanchuan)

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