Praia de Monsaraz abriu com areia fina e aponta ao melhor de verão de sempre

Uma Ilha abençoada pelo Atlântico
As boas práticas do Alentejo para receber turismo em segurança

Praia de Monsaraz abriu com areia fina e aponta ao melhor de verão de sempre

Foto: Diário do Sul

Por Roberto Dores

«Diário do SUL»

Eis a principal novidade que os banhistas vão encontrar na praia fluvial de Monsaraz, que já abriu a sua quarta época balnear: a areia grossa utilizada nos primeiros três anos, que chegava a magoar a planta dos pés mais sensíveis, foi substituída por areia   fina. Da melhor que se encontra nas praias portuguesas. Caminhar descalço por este areal passou a estar ao alcance de todos.

“Isto garante mais qualidade para os banhistas”, assume José Calixto, presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, enquanto aponta para um areal “bastante mais extenso”, permitindo à praia receber até 500 pessoas nesta fase de pandemia, onde são exigidas cautelas redobradas.

Na lista das medidas contra a propagação da covid-19 surge como obrigatório andar calçado em todas as zonas interiores, enquanto à entrada da praia é visível o sistema de bandeiras – verde, amarela e vermelha – que traduzem a disponibilidade de lugares no areal. “Contamos ainda com o apoio de outras entidades, como forças de segurança, e também com o civismo e responsabilidade das pessoas”, sublinha José Calixto.

Foto: Diário do Sul

“Acreditamos que esta infraestrutura nos ajudará muito a promover uma região, que neste momento está completamente cheia em termos de capacidade turística”, diz o autarca, vaticinando já o “melhor verão de sempre no concelho”.

Reguengos de Monsaraz tem uma capacidade hoteleira de 2 mil camas, que esgotou durante a passada semana de miniférias, levando a que a própria secretária de Estado do Turismo, Rita Marques tenha recorrido a uma alternativa de última hora para arranjar alojamento na região, com o propósito de estar presente na abertura da época balnear na praia banhada por Alqueva.

“É muito bom que isto aconteça”, admitia a governante, congratulando-se por marcar presença “nestas reaberturas, depois destes tempos confinados. Estas reaberturas devem de ser vividas de uma forma mais intensa, quase simbólica”, insistia, admitindo que há “boas expetativas para este verão no Alentejo”.

Rita Marques acrescentava que “depois de termos batido no fundo”, com a elevada desaceleração turística de março e abril – janeiro e fevereiro tinham sido extraordinários no Alentejo, com taxas de crescimento de 20 e 25% – “parece que voltamos aos velhos tempos”, referia.

A secretária de Estado admite que o mercado interno “está a responder a este desafio, fazendo férias cá dentro”, numa opinião corroborada por António Ceia da Silva, presidente de Entidade Regional de Turismo do Alentejo, que anuncia para os próximos dias uma campanha dirigida ao turismo interno “que   ainda irá fazer crescer mais estes números”.

Isto numa altura em que, segundo o dirigente, o turismo em espaço rural “está completamente ocupado para o verão e os hotéis também começam a fazer as suas reservas”, o que traduz as novas “vantagens competitivas” do Alentejo. “Obviamente que vivemos uma epidemia, mas o Alentejo tem serenidade, espaço, tranquilidade, paz e tudo isso é aquilo que o turista português vai procurar”, resumia, concluído que a aposta na segurança sanitária traduziu-se numa mais valia regional.

Certificação da Estação
N
áutica de Monsaraz

A abertura da época balnear em Monsaraz foi feita em paralelo com a cerimónia de certificação pública da Estação Náutica, explicada por António José Correia, Coordenador da Fileira Náutica e do Turismo Náutico do Cluster do Mar.

A autarquia vai dinamizar a estação náutica com uma agenda anual de desportos náuticos para todas as idades, desde o desporto escolar a provas oficiais nacionais e internacionais, assim como iniciativas culturais e de hábitos saudáveis, criando experiências diversificadas que permitam prolongar o tempo médio de estadia e o combate à sazonalidade.

A estação náutica vai possibilitar igualmente aumentar o reconhecimento e a notoriedade das infraestruturas do Centro Náutico de Monsaraz e das empresas ligadas ao setor do turismo no concelho, como por exemplo os alojamentos e a restauração, através de uma rede de oferta turística náutica organizada a partir da valorização dos recursos náuticos do território que contribuam para a atração de turistas e que gerem valor e emprego na região.

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