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Os novos desafios: Agricultura rumo a 2030

Foto: Nuno Veiga/LUSA

Por Roberto  Dores
«Diário do SUL»

Évora (Portugal) – As bases da Agenda de Inovação para a Agricultura 2030 estão traçadas. O Governo quer tornar o setor “mais sustentável”, apontando à inovação, mas com um regresso às origens sem perder de vista o futuro.

Entre as prioridades está o desafio demográfico que torna necessário “promover uma regeneração geracional”, diz a ministra, que aponta à criação de “políticas de inclusão cada vez mais assertivas”. A tutela ambiciona ainda abraçar o desafio da transição digital e da utilização da tecnologia, alertando que, para tal, o setor terá de se adaptar aos novos desafios para a próxima década.

O novo programa assenta em quatro pilares. Da alimentação (saúde e bem-estar) ao território (proteção do planeta e dos recursos naturais, ação climática, valorização dos recursos endógenos, inclusão social e coesão territorial), passando pela cadeia de valor (inovação, competitividade e mais rendimento) e pelo Estado (apoia a agricultura, os produtores e   desenvolvimento).

O Ministério da Agricultura pretende, com esta aposta, responder aos grandes desafios do setor agroalimentar, aumentando a produtividade agrícola e reduzindo o défice da balança agroalimentar. Entre os objetivos está ainda a tentativa de responder ao desafio das alterações climáticas, redução do consumo de adubos e de energia.

O Governo ambiciona ainda incrementar a proteção biológica das plantas, proteger a biodiversidade e os solos, assegurar uma nutrição equilibrada e reduzir as doenças crónicas associadas às dietas não apropriadas.

Eis o que explica o facto de um torno destes quatro pilares terem sido apresentadas 15 iniciativas. Uma delas passa, precisamente, pela aposta na alimentação sustentável, com a intenção de “valorizar e estimular” o consumo de produtos endógenos, garantindo a autenticidade e promovendo a confiança dos consumidores.

A ministra acredita que isso se consegue com base na promoção dos circuitos curtos e dos mercados locais, apontando à alteração do regime de contratos públicos para promover o consumo de produtos locais na restauração coletiva. Em cima da mesa estão ainda ações de informação e educação com vista ao combater do desperdício alimentar.

Ainda assim, Maria do Céu Antunes ressalva que a reforma na agricultura só será efetiva se todas as pastas fizerem esforços conjuntos, enquanto entre as 15 iniciativas estabelecidas se situa a criação do chamado Portal Único da Agricultura, que pretende simplificar a vida do agricultor e dos organismos do Ministério da Agricultura.

 

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