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Entrevista exclusiva com o senador Humberto Costa

Foto: Senado Federal

Em entrevista para o repórter Mardoqueu Silva, o senador Humberto Costa (PT) concedeu entrevista exclusiva para o CORREIO DE PERNAMBUCO em cooperação com a Rádio Internacional da China.

Foto: Senado Federal

Mardoqueu Silva: Quais as expectativas do Partido dos Trabalhadores para as eleições desse ano?

Humberto Costa: As expectativas são muitos positivas, né, o Brasil passa por um momento extremamente crítico onde o ex-presidente Lula surge como uma esperança de nós podermos mudar o que nós estamos vivendo hoje. O Governo de extrema direita de Bolsonaro não só foi um desastre no processo de condução no enfrentamento à pandemia, como também agravou-se significante a crise econômica que o País vive. Então hoje nós temos que lidar com as sequelas dos problemas decorrentes da covid-19 mas também temos que lidar com o país estagnado economicamente com inflação alta, com desemprego alto, com o aumento da desigualdade da pobreza e a volta da fome. e sem dúvidas, lula é pra população brasileira a grande esperança de que nós possamos superar esse momento tão grave”.

M.S: Como o senhor vê a composição da chapa Lula-Alckmim?

H.C: Eu acho que foi muito positiva. porque o esforço de mudar o Brasil que nós vamos encontrar quase que com uma terra arrasada, exige um esforço de união de muitas forças políticas. e portanto é fundamental que a base de uma candidatura seja uma composição de esquerda mas é necessário avançar para o centro no sentido de que nós precisamos aglutinar todos aqueles democratas que querem inclusive a continuidade da democracia no Brasil. porque ela também está sob ameaça por conta do governo Bolsonaro, que tem trabalhado o tempo inteiro pra quebrar a independência entre os poderes, pra destruir o nosso arcabouço institucional e que sonha dia e noite com a possibilidade de um golpe de estado pra se transformar em ditador do Brasil.  Então, é fundamental unir todos aqueles democratas, todos aqueles que defendem a constituição pra que a gente possa o mais rapidamente possível afastar essa ameaça do Brasil.

M.S: Como o senhor analisa hoje a relação diplomática do governo brasileiro com os Estados Unidos e a China?

H.C: Muito ruim, não é. na verdade o Brasil não tem uma política externa, não é? apesar de ter um órgão, uma instituição da importância do Itamaraty, o governo ele abdicou de fazer o que todos os governos tem feito no Brasil a muito tempo: ter uma diplomacia que retrata uma política de estado. O Brasil ele vacila o tempo inteiro por onde seguir, não é? não consegue ter uma busca de uma autonomia de uma independência e ao mesmo tempo da luta para quebrar a polarização, não é, que há hoje em termos mundiais. ou seja, nós sempre defendemos uma política multi-polar, baseada na soberania de todos os países e o governo Bolsonaro sobre os principais temas da política internacional não se posiciona. O Brasil, praticamente afastou-se dos BRICS, que são uma articulação muito importante no sentido de quebra dessa unipolaridade baseada na hegemonia norte americana e ao mesmo tempo também nos pontos positivos da política externa americana ele também não se alinha, não segue politicamente”.

M.S: O senhor falou sobre os BRICS. E qual a sua opinião sobre esses mecanismos internacionais entre países em desenvolvimento no caso  o próprio BRICS e sul-sul?

H.C: Uma coisa muito necessária, não é? Primeiro por isso, porque do ponto de vista geopolítico quebra uma situação em que há um país que exerce uma hegemonia e muito baseada na questão militar. Não é? apesar de nós já termos hoje a China que do ponto de vista econômico vem cada vez mais ocupando um espaço importante e rivaliza com os Estados Unidos mas, é necessário que nós possamos ter modos de articulação que levem a uma multipolarização. A China por exemplo é um país que é o nosso principal parceiro comercial, que tem investimentos importantes no Brasil e pode ampliar ainda mais. a própria índia, a Rússia e a África do sul também tem esse mesmo desenho de uma relação que é próxima e que pode ser mais próxima ainda. então, uma das tarefas do futuro governo lula é retomar uma diplomacia autônoma, independente e que procure se aglutinar em polos como esse, do BRICS.

 

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