As boas práticas do Alentejo para receber turismo em segurança

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As boas práticas do Alentejo para receber turismo em segurança

Foto: Diário do Sul

Por Roberto Dores

«Diário do SUL»


Perante a afluência de turismo que está prevista para o Alentejo nos próximos meses, a Direção Regional de Cultura dá prioridade à “segurança” para quem queira visitar monumentos, museus e palácios abertos ao público. Um guia de boas práticas cruza recomendações das autoridades de saúde com instituições especializadas na área da cultura e do património.

“Temos um guia de recomendação de limpeza de sítios patrimoniais, uma situação que também nos preocupa muito”, adianta a diretora regional, Ana Paula Amendoeira, alertando, por exemplo, para os produtos que devem ser utilizados, bem como a “forma de limpar, com higienização e desinfeção”, para evitar eventuais impactos negativos na conservação do património, sobretudo, religioso.

Nesse sentido a Direção Regional de Cultura do Alentejo criou um guia de “tratamento e limpeza de património integrado e património religioso”, acrescenta Ana Paula Amendoeira, que está ser divulgado para todas as paróquias e dioceses. “Pretendemos criar um sistema que permita às pessoas visitarem os monumentos, museus e palácios da região em segurança, seguindo as restrições que temos”, sublinha a mesma responsável.

A diretora regional acredita que se todas as recomendações forem respeitadas para   responder a afluência de visitantes que se perspetiva este verão para o Alentejo – como consequência do reduzido número de infetados por covid-19 face a outras regiões do país – será possível proporcionar uma “oferta cultural satisfatória que garanta uma experiência turística de grande qualidade, permitindo que o nosso património seja visitado de forma livre   e tranquila”, diz.

Foto: Antonio Cotrim/LUSA

Recorde-se que todos os monumentos sob a alçada da Direção Regional de Cultura do Alentejo reabriram ao público a 18 de maio – Dia dos Museus – assinalando a segunda fase do desconfinamento, enquanto a maioria dos equipamentos culturais afetos aos municípios tinham a abertura de portas prevista para a terceira fase do levantamento de restrições.

“Também fizemos um guia de boas práticas para todas as entidades que têm equipamentos culturais, que é um cruzamento   de recomendações de segurança da Direção Geral de Saúde e das instituições especializadas na área da cultura, dos museus e património”, revela Ana Paula Amendoeira

A diretora destaca ainda a criação da “sinalética STOP covid-19” para todos os equipamentos culturais e monumentos, no sentido de “informar   e sensibilizar” os visitantes   para o que são “as obrigações e a forma como as pessoas se devem comportar dentro de museus, palácios e monumentos abertos ao público.

Recorde-se que o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, já avançou que este verão que bate à porta deverá refletir a “chancela” da segurança sanitária vincada em tempos de pandemia.”Há, de facto, muitas reservas para o Alentejo, numa altura em que o turismo vai procurar a calma e tranquilidade, longe dos grandes aglomerados”, atestou em declarações ao Diário do Sul, avançando que a procura começou junto do designado turismo em espaço rural, vindo a estender-se à hotelaria que também logrou conquistar clientes.

Contudo, o presidente da ERT ressalva que não deverão ser alcançados números de dormidas já registados em anos anteriores, até porque, recorde-se, as taxas de ocupação não podem ser iguais, face às restrições anti-covid-19 impostas pela Direção Geral de Saúde.

“Mas vai ser uma retoma interessante em relação ao turismo nacional”, garante, perante o previsível aumento da taxa de permanência média. “A noção que temos é que o turista, em vez de reservar duas noites ou uma noite e depois fazer o circuito por vários concelhos, dormindo uma noite em Évora, outra em Mértola e outra no Litoral, vai ficar seis ou sete noites na mesma unidade”, diz.

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