A estratégia ibérica para revitalizar as “vidas de fronteira”

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A estratégia ibérica para revitalizar as “vidas de fronteira”

Foto: Diário do Sul

Por Roberto  Dores
«Diário do SUL»

Évora (Portugal) – O incentivo à mobilidade transfronteiriça é a prioridade do Governo para a estratégia ibérica que o Governo quer implementar nas regiões raianas. A ideia passa por eliminar os custos de contexto, designadamente através da criação da figura do chamado trabalhador transfronteiriço.

Este primeiro eixo de atuação já foi assumido pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, tendo a programa a ambição de procurar fortalecer a dinâmica de cooperação.

A Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço tem o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades e o livre exercício dos direitos de cidadania em ambos os lados da fronteira.

Um dos eixos aponta à prestação adequada de serviços básicos adaptados ao território, aproveitando os recursos em ambos os lados da fronteira, havendo ainda a intenção de fomentar o desenvolvimento de novas atividades económicas e iniciativas empresariais, além da promoção da fixação de população nas zonas transfronteiriças.

O estratégia que ambiciona mudar o paradigma na fronteira mais deprimida da União Europeia vai estar à mesa da Cimeira Luso-Espanhola agendada para 2 de outubro, na cidade da Guarda, assinando os dois países um documento que prevê beneficiar 62% do território português e 17% do país vizinho.

Portugal e Espanha querem começar a tirar partido efetivo da cooperação transfronteiriça, com o objetivo de tornar os territórios raianos mais atrativos para viver, trabalhar ou investir. O projeto não contempla apenas os espaços rurais mais próximos da fronteira, ambicionando estender-se também aos centros urbanos de maior dimensão. O Governo admite que é este passo, aliás, que vai permitir “dar escala e massa crítica” a esta solução.

Segundo o Expresso, o primeiro-ministro, António Costa, e o seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, pretendem melhorar diretamente a vida de 5 milhões de pessoas. Do lado português, são quase 1,7 milhões de habitantes de 1551 freguesias, incluindo cidades como Évora.

A intenção dos governos ibéricos visa captar mais pessoas para os territórios fronteiriços, procurando colocar o interior de Portugal no centro do mercado ibérico, como já assumiu António Costa, quando recentemente falava em plena Conferência Nacional do Partido Socialista, tendo o chefe de Governo afirmando que estas apostas são “fundamentais para que o interior deixe de ser interior e seja, pelo contrário, um eixo de articulação deste grande mercado ibérico que nós temos de construir nesta nossa península”.

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